O artista
Nascido em Cajazeiras (cidade do sertão da Paraiba) em março de 1950 sob o sígno de peixes. João Bosco da Silva, filho (irmão mais velho de cinco filhos) de José Cardoso da Silva - torneiro mecânico e amante das artes - , e Santa Maciel - uma jovem e doce senhora - .
Como criança já manifestava o interesse pelas artes, quando na cidade chamava atenção por gostar de estudar o Dicionário da língua portuguesa, atividade que o levava a ser considerado um bom charadista. Ainda como criança, participou de concurso de pintura e teve alguns de seus quadros expostos no hotel da cidade. Já como jovem participou de bandas onde cantava músicas brasileiras e músicas dos Beatles.
Em 1965 sua mãe faleceu, acirrando no jovem a vontade de vir para o sul. Em 1969 após servir o Tiro de guerra, comprava a passagem que lhe conduziria ao novo destino. Em 1970 realizava finalmente seu desejo de atravessar as serras nordestinas e tentar a vida em novas paragens. Já em São Paulo com vinte anos, lutava pelo seu futuro na cidade grande. Como a maioria dos migrantes nordestinos em São Paulo, morou em pensões, e em momentos difíceis passou fome.
Em 1974 veio morar em Guarulhos (cidade que o acolhe até hoje) onde casou-se com a tolerante Marli, que lhe deu tres lindos filhos (hoje homens feitos). Em 1977 concluiu o curso universitário. Durante sua vida em Guarulhos nunca esqueceu sua orígem, centrando suas pesquisas nas figuras pitorescas do sertão como os emboladores de feira, os cegos cantadores, as benzedeiras, os vaqueiros, e outros personagens que compoem o folclore nordestino.
Em meados de 2007 ele criou o Instituto cultural Casa dos cordeis, onde guarda seu acervo e recebe artistas da cidade e de todo Brasil , para apresentações. Ele tem esta dedicação como tributo ao estado de orígem, e como contribuição à valorização da cultura regional brasileira.
Para ele, assim como a língua do povo identifica este país, a manifestação de seus valores culturais transforma este mesmo país em nação.